O GLOBO - Informática Etc. - Carlos Alberto Teixeira
Artigo: 199 - Escrito em: 1995-01-10 - Publicado em: 1995-01-16


Converta seus GIF's


Deu na última edição do e-zine Computergram que o futuro de um dos formatos de arquivos gráficos mais populares, o GIF (Graphics Interchange Format), anda meio incerto. A Unisys Corporation está reclamando a patente sobre ele. O formato GIF utiliza uma técnica de compressão chamada Lempel-Ziv & Welch que foi registrada pela Unisys no US Patent sob o nº 4.558.302. Foi no final de dezembro passado que a Unisys resolveu cobrar uma taxa das empresas de desenvolvimento de software que suportavam o padrão GIF. Na mesma ocasião, a Compuserve (serviço online comercial nos EUA) avisou a seus usuários que havia obtido uma licença para uso do GIF e que estaria oferecendo uma sub-licença a quem se decidisse a desenvolver programas baseados no ambiente Compuserve.

Funcionário da Unisys, o Sr. Welch publicou no início dos anos 80 os primeiros artigos sobre a técnica que mais tarde se tornaria famosa. Em pouco tempo, o algoritmo foi utilizado por diversas empresas, incluindo a Compuserve, que pretendia construir um novo padrão gráfico que fosse gratuito e independente de hardware. Daí por diante, o GIF se tornou conhecido mundialmente: qualquer um que precisasse trocar imagens sabia que seu programeto seria capaz de ler e escrever em formato GIF.

A sub-licença oferecida pela Compuserve só está disponível para os softwaristas cujos produtos são usados diretamente com dados e arquivos originários do sistema Compuserve. Isso significa que todos os outros projetistas de software teriam que negociar em separado com a Unisys. Em termos de números, os sub-licenciados pagarão à Compuserve a irrisória taxa de US$ 1,00. A maior percentagem deste valor iria direto para o bolso da Unisys. Tem mais, para cada cópia vendida de software produzido pelo sub-licenciado, ele deverá pagar 1,5% do preço, ou então US$ 0,15 - o valor que for maior. A Compuserve acha este acordo mais proveitoso do que permitir que cada autor de software possa se engalfinhar diretamente com a Unisys.

É sabido que o famigerado algoritmo que tanta celeuma está rendendo, também é utilizado por outros formatos gráficos, incluindo o famoso TIFF (Tagged Image File Format), o que está deixando o pessoal que escreve software de cabelo em pé. É claro que a comunidade softwarista está mesmo atrás de um formato que possa se tornar padrão mundial sem que isto implique no pagamento de royalties a quem quer que seja.

Na comunidade interneteira este tem sido o assunto mais comentado ultimamente. Alguns mais afoitos, como Pat Clawson <rip.support@telegrafix.com>, presidente da empresa de desenvolvimento de software online TeleGrafix Communications Inc., afirmam que toda esta encrenca acabou gerando péssima propaganda para a Unisys, empresa segundo ele capenga, que viu no caso GIF uma oportunidade de ouro para levantar alguma grana, a reboque da explosão da Internet e sua super-highway.


Já está quase fechando o círculo. A Zenith Electronics Corporation, de Illinois, EUA, anunciou modems para TV a cabo com velocidades de 500 Kbps até 4 Mbps. Só para a leitora não se perder em números, pense nos mais velozes modems telefônicos disponíveis aqui na praça, com seus míseros 28,8 Kbps. As diabólicas maquinetas são compatíveis com a família MetroAccess de equipamentos de telecomunicação da Zenith e podem ser conectadas a um Mac, sem choro nem vela.

Os cable-modems chamam-se HomeWorks (o de 500 Kbps) e HomeWorks Elite (o bárbaro de 4 Mbps). Já estão prontos para desabar no mercado norte-americano, juntamente com dois acessórios: ChannelMizer e Galaxy Exchange, para interconexão entre redes. Preço? Ainda não disseram.


Falha nossa na semana passada, quando falávamos sobre o gateway Fidonet/Internet. O endereço para envio de e-mail é "Pero.Vaz@p4.f3.n2.z1.fidonet.org", com só um caractere arroba mesmo.


Ou a linha telefônica daqui do Laboratório é muito velha, com o tradicional ruído de ocupado "tu-tu-tu", ou alguém viajou na Telerj. Dê uma sacada no anúncio da última página fina da novíssima lista de assinantes Centro-Sul. Lá, o ruído de ocupado consta como "poin-poin-poin".


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