O GLOBO - Informática Etc. - Carlos Alberto Teixeira
Artigo: 251 - Escrito em: 1996-06-11 - Publicado em: 1996-06-17


Cuidado com o AltaVista


Uma usuária de Sydney, Austrália, de nome Rachel Polanskis <r.polanskis@nepean.uws.edu.au> surpreendeu-se com o poder da fabulosa search engine do Alta Vista (http://www.altavista.digital.com) e seu robô de varredura. Estava ela a pesquisar sobre uns tópicos de programação e vasculhava bibliotecas de programadores para descolar funções para sua rede doméstica em Unix. Na verdade ela já sabia que precisava de um certo software comercial, mas queria ver se encontrava alguma solução shareware para o caso.

Deparou-se então com um dos links apontados pelo Alta Vista, que dizia: "Directory of /lib". Ela seguiu o tal link imaginando que iria entrar em algum repositório público de programas freeware. Sua surpresa começou quando viu rolar na sua tela uma listagem imensa de diversas libraries (bibliotecas) de sistema -- coisas de Unix. Fuxicando um pouquinho mais e sem fazer muita força, acabou encontrando os arquivos de "root" do site, o que no jargão unixeiro significa que estava a um passo dos arquivos nevrálgicos do sistema. A Rachel passeou um pouquinho mais e teve acesso até ao arquivo de passwords do site.

É claro que a jovem é uma menina boazinha e não fez o que poderia ter feito: copiar o arquivo de senhas, rodar um "crack" nele, logar como "root", apagar os syslogs e fazer uma festa de arromba. Pelo contrário, ela deu um toque no administrador e soltou os cachorros, educadamente é claro. Dias depois, o site sumiu do mapa. Portanto, moral da história: se o site é mal cuidado em termos de segurança, o Alta Vista vai lá e escancara geral.


A Rádio MEC em 98,9 MHz está de hardware novo nos transmissores, alta potência. Nada como singrar os mares da Web ouvindo belos clássicos brotando da caixa de som.


Viver em cidade grande é uma arte. Se ficássemos dando ouvido a tudo que é tragédia, crime e patifaria que lemos, ouvimos e vemos, não sairíamos mais de casa. Arrêgos à parte, é tudo questão de saber onde andar, a que horas e com qual indumentária. Se o idioma inglês não for problema, então a leitora precisa conhecer o site http://www.Nashville.Net/~police/risk/ do policial Ken R. Pence, de Nashville, EUA. Afinal de contas, o crime existe e nossa vulnerabilidade não pode ser ignorada. O conhecimento do risco que cada um corre, vivendo numa metrópole agitada, é uma forma de avaliar este perigo de cabeça fria. Experiente meganha, Ken oferece uma série de testes online para você poder determinar realisticamente suas chances. Ele recomenda que você faça os testes a sós, para que outras pessoas não interfiram no seu resultado.


Algum parente ou conhecido seu já passou por uma experiência traumática de lavagem cerebral feita por cultos religiosos? Você sabe do que falo: aquelas seitas casca-grossa que transtornam a cabeça de gente de todas as idades, fanatizando-as e deixando-as meio fora do ar. A recuperação é braba, acredite. Conheço meia dúzias de figuras que entraram em parafuso e ainda não saíram dele. A AFF (American Family Foundation) oferece em http://www.csj.org/index.html um site muito bem transado. A fundação foi criada em 1979 e estuda manipulação psicológica e grupos religiosos, visando educar o público e profissionais interessados, além de prestar assistência aos que foram afetados negativamente por seitas e cultos. É claro que cada um é dono do seu nariz e tem que entrar de cabeça na vida para poder viver. Mas depois de levar uma lambada, nada mau ter onde se apoiar. O e-mail do pessoal é aff@worldnet.att.net , mas se você não é compatível com computadores, use o bom e velho envelope selado: American Family Foundation, Inc. - P.O. Box 2265, Bonita Springs, Florida 33959. Tel: (001-212) 533-5420, Fax: (001-941) 495-1711.


E agora, dois tópicos para nossa sessão "Horror na Internet". O primeiro deles é até ameno: uma bela coleção de tumbas, mausoléus, sepulturas em http://www.orci.com/personal/jim/index.html. O site é mantido pelo Jim Tipton (jim@orci.com), um doidão que se dá ao luxo de coletar pó de sepulcros de gente famosa e de beijar lápides. O segundo tópico é um site que encontrei por (infeliz) acaso e que recomendo à leitora que só visite se tiver estômago bom e apreciar o hediondo. Depois não diga que não avisei: http://korb1.sote.hu/kkk/listtype/diaax_m.htm. Se, por acaso, não sacar nada do idioma húngaro (Tia Cora: piedade!), então preste atenção, na coluna "Dia-típusok", aos itens "Beteg testrésze" e "Makroszkópos". Quando se cansar de sofrer, deixo um dever de casa: dê um jeito de navegar até a página principal e veja (em Netscape 2) a mimosa animação com que o WebMaster Dr. Szegedi Zsolt informa seu endereço e-mail. Uma pista: "Vissza az elôzô oldalra".


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