O GLOBO - Informática Etc. - Carlos Alberto Teixeira
Artigo: 314 - Escrito em: 1997-08-24 - Publicado em: 1997-09-01


Quem somos nõs?


Qual o perfil de quem navega na Internet? Muito se sabe sobre essa criatura nos EUA, na Europa e em outros cantos do mundo, mas e a nossa gente? Com mais de 1 milhão de usuários Internet no Brasil, já é tempo de sabermos como os nossos conterrâneos estão vendo e sentindo a grande rede e que soluções, problemas, indagações, mudanças e choques ela está causando em nós.

Uma equipe do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro quer saber o que você pensa sobre a Internet, quais sentimentos ela já produziu e ainda produz em você. E mais, quais programas você usa e qualqer outra coisa que puder contar a respeito de sua vivência na grande rede. Sob a orientação da Professora Ana Maria Nicolaci-da-Costa, e com o apoio do CNPq, esta intrépida equipe está investigando as transformações que a Internet gerou e está gerando em seus usuários brasileiros, pois sabe-se muito pouco a esse respeito. Bianca Dantas, Daniela Romão, Isabel Fróes, Priscilla Dib, Raphael Zaremba e Roberta Pereira são estudantes de Psicologia que compõem essa turma de pesquisadores que já está dando duro há algum tempo em cima de questionários que foram distribuídos via e-mail e já proporcionaram um feedback apreciável para os trabalhos. Eles precisam muitíssimo do seu depoimento, como usuário da rede, apontando quais foram os impactos que a Internet teve sobre você e sobre as pessoas que conhece.

É de vital importância que você participe desse trabalho de pesquisa. Vamos lá, sente-se por alguns minutos com calma e deixe as idéias, sensações, emoções e lembranças fluírem. Envie seu depoimento via e-mail para <prede@psi.puc-rio.br>. Não se preocupe com estilo, beleza, nem precisa ficar "psico" com as expectativas da equipe. Tudo que o pessoal quer é informação sobre suas vivências internéticas. Qualquer coisa que relate será interessante. E, muito importante, as respostas e informações que você fornecer serão estritamente confidenciais e em hipótese alguma sua identidade ou seu endereço e-mail serão revelados ou utilizados para qualquer finalidade.

Se a leitora fizer questão de se manter totalmente anônima, pode muito bem utilizar um remailer para enviar seu testemunho. Como remailer anonimizador, permita-me sugerir um chamado Replay, que fica em <www.replay.com/remailer/anon_no_ssl.html>. Ao usá-lo, você terá que escolher o remailer 1, o remailer 2 (basta escolher qualquer um ao seu bel-prazer), informar o To: (prede@psi.puc-rio.br), dar um "paste" do seu texto dentro do campo onde está escrito "Don't forget to select a remailer!" e depois clicar no botãozinho "send mail".

Mas preste atenção em mais uma coisinha. Apesar de a equipe não estar interessada em seus dados pessoais, algumas informações são de suma importância para a pesquisa e você deverá inclui-las na sua mensagem. São elas: sexo, idade, cidade e estado onde reside, seu nível de instrução, caso seja estudante qual o seu curso e há quanto tempo acessa a Internet e com que freqüência.

Ao final da pesquisa, a equipe da PUC-RJ pretende ter em mãos um registro de como estamos sendo afetados por essa nova tecnologia. No entanto, é bem possível que, com a sua ajuda, eles tenham ainda muito mais do isso. Quem sabe possam conseguir, por exemplo, material suficiente para matutar em como utilizar a Internet para melhorar a nossa qualidade de vida? É uma oportunidade e tanto, portanto não deixe de contribuir. Todos os participantes da pesquisa serão informados dos resultados assim que estes estiverem disponíveis. Bem, exceto obviamente o pessoal que optar por enviar seus testemunhos pessoais através de e-mail anônimo.

De posse de alguns dados que já conseguiu obter no campo, a equipe observou que, em termos do amor virtual, o que é possível se manifestar através da Rede é o interesse pelas idéias do outro e que suscitará eventualmente uma curiosidade para um encontro pessoal. Tal interação fora da virtualidade poderá ou não produzir um relacionamento afetivo. De qualquer modo o contato de pele continua sendo aquele ingrediente mágico que falta para a receita do amor verdadeiro, quando nascido de um chat virtual.

Se quiser saber mais a respeito da pesquisa, acesse a seguinte página Web: <www.puc-rio.br/depto/psicologia/pesquisa/pesquisa.htm>. Dê uma passeada por todos os links e explore alguns depoimentos sobre amor, fantasia, medo, solidão e vício na Internet. Aproveite e entre no embalo dessas emoções virtuais, deixando fluir o que sente e o que pensa a esse respeito, registrando tudo no seu depoimento pessoal. Solte o verbo e contribua!


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