O GLOBO - Informática Etc. - Carlos Alberto Teixeira
Artigo: 329 - Escrito em: 1997-12-09 - Publicado em: 1997-12-15


Velha guarda


A turma da velha guarda já tem onde se encontrar na Rede, por enquanto apenas em inglês. A lista que conheci hoje chama-se OLDFARTS, para gente com mais de 50. Um local divertido para relaxar e trocar histórias interessantes sobre vidas, juventudes e futuros. A lista trata de qualquer assunto, mas concentra-se em nostalgia, memórias, bons tempos da juventude e assuntos afins. Se você é saudosista e quer compartilhar dados sobre as big bands, seu primeiro automóvel, primeira namorada, tempos de colégio ou faculdade, bailes e experiências, a OLDFARTS é o point. Para quem vive nos EUA, eles agitam dicas até sobre onde conseguir descontos em óticas, clínicas, entradas para teatro e agências de viagens. Puxa, seria ótimo uma mailing list assim em português. É uma boa terapia ocupacional, reaquece os neurônios e dá novo embalo à rotina. Já temos bastante gente da velha guarda navegando por aí. Quem é que se habilita a abrir uma? Voluntários, pronunciem-se!

Para assinar a OLDFARTS, envie e-mail para <Majordomo@MailingList.net> com subject em branco e corpo da mensagem contendo apenas "subscribe oldfarts" sem as aspas. O responsável pela lista é o Dave Duyk <dave1225@gte.net> ou <owner-oldfarts@MailingList.net>.


Dando prosseguimento à nossa série "Sabedoria Popular", torno pública uma disputa que correu solta no newsgroup soc.culture.brazil da Usenet. Antes porém, pergunto à leitora o que têm em comum as três seguintes frases: (1) A babá baba. (2) Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos. (3) Luza Rocelina, a namorada do Manuel, leu na 'Moda da Romana': "Anil é cor azul". Estas frases são palíndromos, ou seja, dão no mesmo se lidas de trás para a frente. A disputa é encontrar o maior palíndromo da língua portuguesa. Contribuições para <cat@oglobo.com.br>. (Ei, Cora, cadê aquele palíndromo monstruoso em inglês que você sabe?)


Encontrei por mero acaso minha coleção particular de taglines dos tempos dos BBS, numa página na França. O João Araújo não botou os créditos, mas já dei um toque no camarada. O URL é <www.prism.uvsq.fr/~jaraujo/Piadas/taglines.html>.


Uma das mailing-list australianas sobre medicina brindou-nos na semana passada com a história desse ginecologista que já estava cansado de sua profissão e decidiu que era tempo de uma mudança de carreira. Uma vez que, como hobby, ele sempre gostou de ficar às voltas com máquinas e motores, pensou que poderia tornar-se um bom mecânico de automóveis.

Ingressou então numa escola de mecânica e dedicou-se com afinco aos estudos e aulas práticas. Chegada a fase das provas finais, o último desafio era o mais duro: desmontar completamente um motor e depois remontá-lo inteiro, deixando-o em perfeito estado de funcionamento.

Nosso ginecologista fez o melhor que pôde no teste e esperou ansioso o resultado final. No dia em que o recebeu, ficou bastante surpreso. Seu rendimento na prova prática final havia sido de 150%! Rapidamente ligou para o instrutor, ainda exultante com o estranho resultado, e indagou como poderia ter apresentado rendimento tão alto. O instrutor disse que a nota estava correta. Primeiro havia lhe dado 50% por desmontar a máquina de forma rápida e organizada, um trabalho muito bem feito. Em seguida deu-lhe mais 50% por remontá-la com maestria, novamente um brilhante desempenho. No final das contas, deu-lhe mais 50% por ter feito tudo isso trabalhando com pinças pela boca do cano de escapamento.


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