O GLOBO - Informática Etc. - Carlos Alberto Teixeira
Artigo: 407 - Escrito em: 1999-06-11 - Publicado em: 1999-06-14


A Star Wars mania


Regras para construir seu nome Star Wars

Por ocasião do lançamento do novo episódio Star Wars, o universo dos junk e-mails tem sido assolado por torrentes de mensagens tendo o filme como tema. Faço questão de compartilhar com a leitora uma das doideiras que recebi em minha caixa postal sobre o assunto. Como se sabe, os personagens de Star Wars têm sempre um nome pomposo, estranho e geralmente acompanhado de um título de nobreza. O fato é que algum maluco estipulou e divulgou pela Rede as supostas regras de formação para um típico nome starwariano. Segundo este esquema, meu nome Star Wars seria "Carte Nerio, Aristudebaker of Magnesia". Lindo, não? Para formar seu próprio prenome Star Wars, pegue as três primeiras letras de seu prenome real (Car, de Carlos) e as duas primeiras letras do seu último nome (Te, de Teixeira). Seu nome de família Star Wars é composto das duas primeiras letras do nome de solteira da sua mãe (Ne, de Nelson) e das três primeiras letras da cidade em que nasceu (Rio, de Rio de Janeiro). O título honorífico é composto das três últimas letras de seu último nome invertidas (Ari, de TeixeIRA), seguidas do nome do primeiro automóvel que você dirigiu (Studebaker). Segue-se a preposição inglesa "of" e o nome do último remédio que você tomou (Magnesia). Experimente com seu próprio nome, leitora, e envie o resultado via e-mail para <cat@oglobo.com.br>, com o subject/assunto "MEU NOME STAR WARS". Mas, ao construir seu nome, não se assuste pois pode haver problemas. Por exemplo, imagine um cidadão chamado Cordélio Noued, cujo nome de solteira da mãe seja Fernandes, nascido em Lizilândia, que tenha dirigido pela primeira vez uma Parati e que tenha tomado por último o medicamento Ossopan.

[ vide artigo mais recente sobre o tema ]


Muita gente aponta a informatização como sendo um terrível vilão, extinguindo postos de emprego. No entanto, no que diz respeito à Internet especificamente, a história é bem outra. Um estudo conduzido pela Universidade do Texas informa que, nos EUA pelo menos, a Internet foi responsável pela geração de 1,2 milhões de empregos, injetando US$ 301,4 bilhões na Economia, em 1998. A Cisco Systems foi a empresa que patrocinou a pesquisa e seu vice-presidente executivo, Don Listwin, declarou que "a economia Internet fez em cinco anos o mesmo que a indústria automobilística fez em 100 anos". Em 1998, a auto-indústria contribuiu com US$ 350 bilhões para a economia americana; a indústria da energia, com US$ 223 bilhões e a indústria de telecomunicações com US$ 270 bilhões. De cada cinco empregos relacionados a tecnologia, um deles é ligado à Rede.


Muitos sites distribuem livros e textos, seja gratuita ou comercialmente. Um colega russo chamado Nikst <nikst@orc.ru> nos recomenda um excelente site, que reune vários links dessa natureza <www.awa.com/library/omnimedia/links.html>. Os textos referenciados estão em vários formatos: ASCII, HTML, WinHelp, PDF, Envoy, SGML, etc. Dentre os mais importantes repositórios listados, figuram: Project Gutenberg, 1st Books Library, Andrea's Literary Links, Auras of Virtual Reality, B&R Samizdat Express, Banned Books On-Line e BiblioBytes.


A leitora já estourou as bolotinhas de um pedaço de plástico-bolha? Certamente que sim. Pode haver passatempo mais viciante e agradável? Ouvir o barulho das bolhas estourando ao aperto de nossos dedos? Desde que foi inventado, o plástico de bolhas tem sido fascinação para gente de todas as idades. Muita criança que recebe presentes envolvidos por este material, acaba deixando de lado o conteúdo do embrulho para ficar estourando as bolinhas. Se você também tem esta compulsão, visite o site criado pela bela jovem Opalcat, em <www.fathom.org/opalcat/bubblewrap.html>. É mais uma indicação do Marco Paganini <paganini@paganini.net>, que mudou-se para os EUA e não pára de mandar de lá essas pérolas. Aprenda no site toda a etiqueta inerente a esta arte, os métodos, estilos e conheça sugestões de mestres espalhados pelo mundo inteiro. E não se esqueça de deixar sua marca no Guestbook do site.


Alguém encontrou a palavra "fuck" no código-fonte do kernel do Linux e resolveu dar uma de puritano. Em resposta, o próprio Linus Torvalds jogou água na fogueira, declarando que seus discípulos não deveriam se preocupar com profanações dessa natureza no código sagrado. Segundo Linus, só não se admite que o programa exiba mensagens indecorosas para o usuário. De resto, até que esses arroubos emocionais nos comentários do software conferem a ele um quê de humanidade. Linus disse também que tentar ser politicamente correto demais pode se tornar uma terrível doença, algo ainda pior do que ser profano. Ele está particularmente muito mais feliz vendo expressões como esta no código-fonte, do que estaria se estivesse tentando torná-lo imaculado. Segundo ele, "algumas pessoas podem encarar esta postura como anti-profissional, mas se acreditam realmente que profissionais não xingam, então estiveram vivendo num monastério ou então jogaram golfe a vida inteira".


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